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Ataques destroem igrejas e deslocam refugiados em Gana.

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Centenas de pessoas que escaparam da Libéria e agora residem no Gana, na África, encontram-se em uma situação de miséria após a demolição de parte de um campo de refugiados localizado a 45 quilômetros da capital, Acra. O campo de refugiados de Buduburam tem sido o lar de milhares de liberianos por 35 anos, desde as guerras civis que assolaram o país entre 1989 e 2003.

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Apesar da recomendação da ONU em 2006 para que os refugiados retornassem em segurança às suas casas, muitos liberianos que vivem no Gana declaram não possuir laços com sua terra natal e preferem permanecer no local. A situação se agravou com as recentes demolições, que resultaram no deslocamento de 6.168 pessoas registradas, incluindo a destruição de 65 igrejas, conforme relatado por Dennis Yoko Gwion, presidente da Liderança Comunitária da Libéria.

As condições de vida após a demolição têm sido precárias, com os refugiados alojados em escolas superlotadas, enfrentando escassez de alimentos, água e condições sanitárias inadequadas. O risco de serem obrigados a viver nas ruas é iminente, já que as autoridades solicitaram a desocupação das escolas.

A situação gerou uma série de controvérsias, com o presidente do Conselho de Refugiados do Gana, Kenneth Agyemang Attafuah, garantindo em comentários realizados em Genebra em 2022 que o desmantelamento do campo ocorreria de forma segura e em conformidade com os direitos humanos. No entanto, Tetteh Padie, secretária executiva do Conselho para os Refugiados do Gana, afirmou que Buduburam já não é mais um campo de refugiados, apontando que a maioria dos moradores não são refugiados.

Apesar das tentativas de realocação dos refugiados, como a transferência de 231 indivíduos para outro campo na Região Oeste com auxílio do ACNUR, a situação permanece crítica. Fotos e vídeos divulgados por Gwion mostram pessoas deslocadas dormindo nas ruas, enfrentando escassez de água e alimentos. A Sociedade Internacional para os Direitos Humanos (SIDH) descreve a situação como “terrível” e mobiliza esforços para fornecer assistência emergencial aos afetados.

A demolição e a disputa pela propriedade da terra onde o acampamento está situado levaram o presidente da Libéria, Joseph Nyuma Boakai, a intervir, pedindo ao governo ganense que garanta a segurança, proteção e tratamento humano aos refugiados. A necessidade de integração dos refugiados na sociedade ganense é destacada como uma medida essencial para resolver a crise atual.

Nesse contexto, é fundamental que as autoridades tomem medidas efetivas para assegurar o bem-estar dos refugiados e encontrar soluções duradouras para a questão. A situação dos refugiados em Buduburam reflete não apenas uma crise humanitária imediata, mas também a necessidade de um planejamento estratégico abrangente para lidar com os desafios enfrentados por comunidades deslocadas em todo o mundo.

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