Estudos Bíblicos

É necessário ser dizimista para ser salvo?

É necessário ser dizimista para ser salvo?

É necessário ser dizimista para ser salvo? Não. A salvação é graça, não preço. O dízimo é resposta de gratidão: quem ama reparte. O coração convertido doa, mas é a graça que salva.

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A pergunta ecoa nos corações: é preciso dar o dízimo para ser salvo? Sigamos às Escrituras para ouvir a voz da cruz e da graça.

A cruz responde: salvação pela graça, não preço

A salvação não se compra nem se negocia; ela é dom. “Pela graça sois salvos, mediante a fé… não por obras” (Ef 2:8-9). O evangelho elimina toda etiqueta de preço na porta do céu.

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O preço já foi pago por Cristo, não por moedas humanas. “Está consumado” anunciou o Senhor na cruz (Jo 19:30). O sangue precioso do Cordeiro é nosso resgate (1Pe 1:18-19).

O veredito do tribunal de Deus repousa na justiça de Cristo. Somos justificados gratuitamente pela graça, mediante a redenção que há em Jesus (Rm 3:24-26). O dízimo não acrescenta méritos à obra do Calvário.

A dívida da Lei foi cravada na cruz (Cl 2:14). A expiação perfeita do Filho aperfeiçoa para sempre os que são santificados (Hb 10:14). O crente não compra o favor divino; recebe-o pela fé.

A voz do Evangelho convida sem pedágio: “Vinde, comprai sem dinheiro e sem preço” (Is 55:1). O Espírito e a noiva dizem: “Vem!… quem quiser, receba de graça a água da vida” (Ap 22:17).

Quando o carcereiro de Filipos perguntou: “Que devo fazer para ser salvo?”, a resposta não foi “traze o dízimo”, mas “Crê no Senhor Jesus” (At 16:31). A fé une o pecador ao Salvador.

Se com o coração cremos e com a boca confessamos, somos salvos (Rm 10:9-10). A fé é a mão vazia que recebe Cristo, não a bolsa cheia que O compra (Jo 1:12; Jo 6:29).

O publicano que batia no peito clamou por misericórdia, e desceu justificado sem mencionar ofertas (Lc 18:13-14). Deus exalta o quebrantado, não a ostentação.

Isso não torna as obras inúteis, mas as coloca no lugar certo. A fé viva produz frutos de obediência, porém não como causa da salvação, e sim como evidência (Tg 2:17; Ef 2:10).

Portanto, a cruz responde à pergunta: não, não é necessário ser dizimista para ser salvo. É necessário crer no Salvador que dá tudo graciosamente (Tt 3:5-7).

Dízimo na Nova Aliança: resposta de gratidão

Na revelação antiga, o dízimo era provisão santa para o culto e os levitas (Lv 27:30-32; Nm 18:21-24). Era disciplina pedagógica da Lei para formar um povo ofertante.

Abraão deu o dízimo a Melquisedeque em sinal de honra ao Altíssimo que o havia livrado (Gn 14:20). Jacó prometeu o dízimo em voto de gratidão (Gn 28:20-22). Gratidão sempre foi o pulso da oferta.

O profeta chamou Israel ao arrependimento num contexto de infidelidade da aliança: “Trazei todos os dízimos… e fazei prova de mim” (Ml 3:10). O chamado era para um povo negligente ao culto e ao pobre (Ml 3:5).

Nos dias de Jesus, Ele censurou os fariseus que dizimavam a hortelã, mas negligenciavam a justiça e a misericórdia (Mt 23:23; Lc 11:42). O coração pesa mais que a medida.

Na Nova Aliança, vemos menos ênfase em percentuais e mais no princípio: dar com liberalidade, fé e amor (2Co 8:2-5; 2Co 9:6-8). Cristo é a medida e o motivo.

Hebreus relembra Abraão e Melquisedeque para exaltar o sacerdócio de Cristo, não para impor um ritual (Hb 7:1-10). O foco é o Rei-Sacerdote eterno, que nos torna adoradores gratos.

Honrar ao Senhor com os bens continua sábio e piedoso (Pv 3:9). Mas agora o altar é o próprio Cristo, e a oferta primeiro é o nosso coração (Rm 12:1; Hb 13:15).

A igreja sustenta seus ministros e a missão por meio de ofertas generosas, fiéis e regulares (1Co 9:13-14; 1Tm 5:17-18). A missão avança quando a gratidão se torna provisão.

Alguns cristãos adotam o dízimo como disciplina saudável, um ponto de partida para a mordomia. É lícito e útil, contanto que não se torne muleta de justiça própria (Gl 5:1; 2Co 9:7).

Assim, o dízimo, na Nova Aliança, é resposta de gratidão, não requisito para salvação. A cruz dá o perdão; a gratidão move a oferta.

Liberdade do evangelho: amor que se oferta

O evangelho liberta da coerção. “Cada um contribua segundo propôs no coração; não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (2Co 9:7). Liberdade produz alegria.

Somos libertos para servir pelo amor (Gl 5:13). A graça desata as mãos, abre os olhos e dilata o coração para a generosidade.

Dar começa com adoração. Apresentamos nossos corpos como sacrifício vivo, agradável a Deus (Rm 12:1). As ofertas fluem de vidas ofertadas.

Jesus ensina a dar em secreto, buscando o Pai que vê em secreto (Mt 6:3-4). O alvo não é aplauso humano, mas a glória de Deus.

A viúva pobre, com duas moedinhas, foi recebida por Cristo como exemplo de coração inteiro (Lc 21:1-4). Não é o tamanho da quantia, é o tamanho da confiança.

Zaqueu, alcançado pela graça, devolveu e repartiu com alegria (Lc 19:8-9). A salvação entrou em sua casa, e seu bolso se converteu.

Barnabé vendeu um campo e entregou aos apóstolos para socorro dos santos (At 4:36-37). O amor faz somar quando o mundo só calcula.

A provisão de Deus acompanha o coração generoso: “Deus é poderoso para suprir abundantemente… para toda boa obra” (2Co 9:8-11). Ele dá semente ao que semeia.

A liberdade também guarda do temor. “Buscai primeiro o Reino… e estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6:31-33). O contentamento é boa riqueza (Hb 13:5).

A Nova Aliança escreve a Lei no coração (Jr 31:33) e nos dá novo espírito (Ez 36:26). O fruto é amor, bondade e domínio próprio na mordomia (Gl 5:22-23).

Frutos que permanecem: generosidade no corpo

A igreja primitiva viveu a comunhão que reparte. Havia quem vendesse propriedades para que ninguém passasse necessidade (At 2:44-45; At 4:32-35). A unidade gerou partilha.

A contribuição visa igualdade segundo o princípio do maná: quem recolheu muito não teve demais; quem recolheu pouco não teve falta (2Co 8:13-15; Êx 16:18). O corpo se edifica quando a graça circula.

O amor não fecha as entranhas diante da necessidade do irmão (1Jo 3:17). A fé pura visita órfãos e viúvas em suas tribulações (Tg 1:27).

Paulo pediu lembrança dos pobres, e isto diligentemente fez a igreja (Gl 2:10). A missão é também diaconia.

Os ricos deste mundo são exortados a serem ricos em boas obras, prontos a repartir, entesourando bom fundamento para o porvir (1Tm 6:17-19). O verdadeiro tesouro é eterno (Mt 6:19-21).

A parceria missionária é fragrância suave a Deus. Os filipenses supriram Paulo, e sua oferta tornou-se sacrifício agradável (Fp 4:15-18). Deus se agrada de tais sacrifícios (Hb 13:16).

A generosidade resulta em ações de graças a Deus e confissão do evangelho (2Co 9:12-13). Dar é liturgia viva que exalta o Doador.

A mordomia fiel amplia o alcance do evangelho. Como ouvirão sem pregador? E como pregarão se não forem enviados? (Rm 10:14-15). Enviamos com joelhos e com recursos.

Os irmãos que hospedam e sustentam obreiros tornam-se cooperadores da verdade (3Jo 5-8). Toda moeda de amor é semente de eternidade.

Assim, o fruto que permanece é a vida transformada que abençoa a igreja e o mundo. Generosidade é evangelho encarnado.

Conclusão

Não, não é necessário ser dizimista para ser salvo. A salvação é dádiva imerecida, consumada na cruz por Cristo, recebida pela fé (Ef 2:8-9; Jo 19:30).

Contudo, quem foi alcançado pela graça torna-se generoso. O amor de Cristo nos constrange a honrar o Senhor com os bens, a sustentar a missão e a socorrer os santos (Pv 3:9; 2Co 5:14; 1Co 9:14).

O dízimo pode servir como disciplina útil para muitos, desde que não se converta em jugo ou vanglória. Nosso padrão é a liberalidade do próprio Cristo, que sendo rico se fez pobre por nós (2Co 8:9).

Examinemos, pois, o coração. Demos com alegria, constância e fé, lembrando que Deus se agrada de tais sacrifícios e abre portas para a Palavra (Hb 13:16; Cl 4:3).

E se alguém se sente indigno por não ter muito a ofertar, lembre-se da viúva e de seu pequeno tesouro: Deus pesa corações, não cofres (Lc 21:1-4). Que cada dom seja perfume aos pés do Rei (Fp 4:18).

O Senhor, que nos dá tudo, nos fará abundar para toda boa obra. Ele é fiel para completar a boa obra que começou em nós, inclusive na nossa mordomia (2Co 9:8; Fp 1:6).

Sigamos, portanto, na liberdade do evangelho, sem medo e sem barganhas. Cristo é suficiente; nossa gratidão é o cântico que ofertamos com as mãos e a vida (Cl 2:10; Rm 12:1).

Que a casa de Deus seja marcada por fé, amor e generosidade perseverante. Assim resplandecerá a luz do Salvador entre os homens (Mt 5:16).

Caminhemos com olhos na cruz e mãos abertas. Porque de Deus, por Ele e para Ele são todas as coisas; a Ele, pois, a glória para sempre (Rm 11:36).

“Glória ao Cordeiro que venceu! Avançai na graça que dá!”

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